quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Não és a mamã!

Melhor só se tivesse encontrado em português de Portugal ;)

Estrutura

A propósito do texto anterior e de outras coisas mais achei importante escrever umas linhas.

O existir apenas baseado em sentimentos, um Amor que resulta de se amar e ser amado, uma amizade que resulta de empatia. Tudo isto tem de acontecer, é certo, inquestionável, mas um Amor, uma amizade, uma família, são mais do que redundâncias, são propósitos, são causas, são cruzadas. Há objectivos comuns, há conflitos, há actos palpáveis, há referências internas e externas. Estas referências são opiniões, trabalho, problemas, jogos, discussões de livros e política, são jantares cozinhados, é sexo, são fantasias, são viagens.

Há um corpo físico que suporta todo o corpo emocional, que lhe dá volume, mas é o corpo emocional que lhe dá a estrutura.

É como se o corpo emocional fosse a estrutura e uma malha exterior que moldam, dão forma, e seguram o corpo físico, este eleva toda estrutura, dá-lhe volume, fá-la existir. Eu imagino um cubo feito de palha, com uns fios de arame em seu torno e que o atravessam e o moldam. Ou uma árvore, que tem uns ramos escondidos que suportam as folhas, e que em conjunto formam a copa, a pessoa que nós vemos.

Não é sustentável, forte, sólida, e consistente uma estrutura que não tenha um corpo, é frágil, não é robusta nem tem alimento. Por outro lado, sem estrutura emocional o corpo é um mono, sem vitalidade, é também disforme, desestruturado, e não se compreendem as suas referências, o seu sistema de encaixe, o padrão ou a lógica, a forma não é perceptível/apreensível, e é então um mono, uma pessoa (ou programa de TV) não identificável, não é humano, não é nosso.

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

engiN(hocas)

Fui procurar por enGine… e saiu-me uma nave em forma de pilinha.

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Entrevista não muito assertiva

 

“Opção sexual”

“Preferências sexuais”

“foi na adolescência que percebeu que era diferente” (Faltava algum dedo do pé esquerdo?)

“Belmiro é homossexual assumido e agente PSP” (Tem dois empregos?)

Mas pronto, há que aceitar que foi um bom esforço e não deve ser nada fácil tamanha exposição.

De pucanino, se torce o pipino

Às crianças devíamos ensinar que devemos pensar antes de falar, para sermos honestos com o que pensamos e sentimos.

Exemplificando:

-Fogo pai, porque é que demoraste tanto tempo?!

neste caso aquilo que deveria ser dito seria:

-Oh pai, que pena que demoraste tanto, estava com tantas saudades tuas.

 

E o mesmo serve para os adultos.

Na rua onde moro

Sobe ligeiramente, numa curva subtil, prédios de três, quatro e até cinco andares. Em beije, branco, amarelo claro. Há plantas nas varandas, um terço delas floridas.

Não sei onde moro, estou a meio da rua não sei se subo ou se desço, não sei de que lado moro, se a poente se a nascente. Não sei que roupas uso, não sei que sapatos calço, não sei se estou descalço. Não sei a cor do meu cabelo, não sei se existo ou como existo.

Não sei se moro nesta rua.

Love etc, 3rd part

A Arquitectura é uma das minhas relações não correspondidas. Às vezes é a sensação que tenho, e ao fim de três anos de relação (já éramos amigos há 17 anos) é assustador quando sinto isto, assustador. Aqui o diálogo é bastante difícil, como se a Arquitectura fosse autista, não me responde, as minhas perguntas têm muitas vezes de ser respondidas por mim.

Já pensei se não seria apenas uma profissão, algo académico, mas não, esse caminho não funcionou, é de facto preciso estar apaixonado, inspirado e amar cada projecto, cada “filho” que fazemos. É preciso que seja uma relação amorosa, mas é como se por vezes não conseguisse falar a mesma linguagem, não entendesse ou compreendesse. E sem diálogo não se constrói uma relação. E é claro que olho para “outras” e lhes pisco o olho, como urbanismo ou sociologia ou dobrar roupa etc. Mas esta é uma droga tão poderosa, já é estrutural em mim, penso. Deixá-la será sempre puxar-me o tapete. Às vezes estou perdido.

domingo, 22 de Novembro de 2009

Love etc, 2nd part

Há pessoas sem dúvida inspiradoras. Essas pessoas elevam-nos, aumentam-nos, ajudam-nos a ser maiores do que nós próprios.

A melhor parte? Retribuir e replicar esse gesto. Receber Amor e oferecer Amor em retorno, a mais do que uma pessoa.

É bom ser amado, é bom amar. Faz bem ao próprio amar, e faz bem aos outros. :]

sábado, 21 de Novembro de 2009

Love etc

Uma semana de muito trabalho, como há já muito tempo não acontecia. Nem facebooks nem MSNs, não há tempo para isso!

E agora de fim-de-semana, após duas sugestões de que deveria estar a trabalhar… uff, já arrumei a roupa, já montei a árvore de Natal e agora cá estou. Até já vi mais um episódio de Glee! :D

 

É bom não estar a trabalhar e poder vir aqui escrever, escrever novamente sobre coisas já escritas, mais e mais do que uma vez, mas é sempre bom ter presente e sentir:

Há muitas pessoas no mundo, há as pessoas com quem nos cruzamos, de quem ouvimos falar, que cumprimentamos, trabalhamos, convivemos, temos sexo, amigos, família e amores.

Dentro dos amores encaixam-se muitas vezes os namorados, os amigos, os familiares e até pessoas com quem nos apaixonamos durante 2 ou 15 minutos no transporte público. Há a oportunidade, mais conhecida (estranhamente, por ser uma versão “estrangeira”) por timming, é por isso que com algumas dessas pessoas namoramos e outras não, umas temos sexo, outras não deixam de ser pessoas que encontramos na rua ou numa loja, outros são amigos, etc.

Quando há uma não correspondência, ou seja, quando alguém quer quebrar essa barreira mas a outra não, normalmente há sarilhos. Da minha parte acho que devemos aceitar a oportunidade, ou falta dela, da outra pessoa, mas é claro que cada caso é um caso, e eu já experimentei das duas coisas, forçar e lutar e combater, que não fui bem sucedido mas nunca pensarei “e se…”, e aí já valeu a pena, como também, e hoje em dia é assim que habitualmente procedo, aceito essa falta de oportunidade como elemento válido estruturador das minhas relações.

Essa falta de oportunidade, quando há várias situações em simultâneo, muitas vezes por si só já resolve os problemas. Mas no fundo, nem há problemas, há situações e questões e sentimentos, e tudo isso deve ser encarado com muita serenidade e seriedade, sem dramas.

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

E outra vez, e outra vez, e outra vez…

E quando fazemos algo que nos dá prazer mas que nos destrói? E não conhecemos outra maneira de ter prazer.

E quando não nos conseguimos apaixonar por aquilo que gostamos de fazer?